Ela entrou tímida mas orgulhosa. "Trinta e sete", "oitenta e dois", milhos nas cartelas. Entretidas que estavam, ninguém reparou que caminhava calmamente. Continuou andando a passos largos, nem feliz nem triste, num raro momento em que não importa estar nem um nem outro. Cheiro de pastel. Comprou dois, um café e sentou satisfeita, cadeira de palha, mesa de madeira, de frente para todas. "Oi tudo bem como vai", "quanto tempo nossa apareça!", "ah, filha da Rose, moça bonita, caprichou, hein?". Baixou a guarda, como tão poucas vezes, "oi tudo bem como vai dois pasteis? puxa quanta fome!". Monstros se erguem das cadeiras, apontam, riem e a devoram.
terça-feira, 9 de abril de 2013
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