As mãos apoiadas na superfície fria do granito: uma pálida, a outra culpada. Gotas rubras se desenhavam pelo chão acético. Do espelho rachado em milhares, viu-se pela primeira vez.
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo
(Clarice Lispector).